Não deu, mais uma vez!

Posted: quinta-feira, 9 de setembro de 2010 by FilipeJMS in Marcadores:
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Não foi dessa vez que nosso basquete voltou a ser grande, mas já é um início. Só espero que em futuras competições não escutemos mais aquele ditado: “jogamos como nunca, mas perdemos como sempre”. O próximo evento importante da nossa seleção de basquete masculino será em 2011 no pré-olímpico na Argentina, vamos buscar voltar a disputar uma Olimpíada, algo que não ocorre desde 1996.

Com a terceira melhor campanha do grupo B, o Brasil não conseguiu fugir da Argentina nas oitavas de final e pagamos caro por isso. O jogo já começou com uma surpresa, o pivô Tiago Splitter não estava entre os cinco titulares devido a dores na coxa, mas no basquete titular e reserva é muito relativo, toda hora há troca de jogadores em quadra. O primeiro quarto foi marcado pela superioridade dos sistemas ofensivos das duas equipes sobre os sistemas defensivos, prova disso foi o placar final do quarto: 25 x 25.

Scola e Delfino para a Argentina e Marcelinho Huertas e Leandrinho para o Brasil estavam com as mãos quentes, as cestas de três pontos das duas equipes quase sempre entravam. No fim do primeiro tempo o Brasil vencia por dois pontos, 48 x 46. Guilherme, Splitter e até Murilo tentaram, mas nenhum deles conseguiu parar o Luis Scola, o ala-pivô da Argentina não errava uma.

Os últimos dez minutos de partida começaram com o placar empatado: 66 x 66. Leandrinho com duas cestas seguidas de três pontos deram seis pontos de vantagem para o Brasil, mas a Argentina logo empatou na mesma moeda e embalou de vez. O Brasil não conseguiu manter a calma, perdia bolas bobas e precipitava alguns arremessos, enquanto isso Scola derrubava qualquer tipo de marcação que aparecia em sua frente. O resultado desses fatores foi Argentina 93 x 89 Brasil. Brasil eliminado do 16° Campeonato Mundial de Basquete masculino.

Scola fechou a partida com incríveis 37 pontos, nem os 32 pontos do Marcelinho Huertas, outro monstro na partida, foram suficientes para sairmos vitoriosos do confronto. Sabemos que o “se” não entra em quadra, mas como seria se tivéssemos o Nenê no Mundial? Como seria se tivéssemos o Anderson Varejão e o Tiago Splitter em melhores condições físicas? É difícil responder, agora é parar com as lamentações, erguer a cabeça e seguir em frente. Nosso basquete precisa!

O Mundial continua com uma semifinal já definida, a dona da casa Turquia atropelou a Eslovênia por 95 a 68 e agora enfrenta a Sérvia, que eliminou os atuais campeões, a Espanha, por 92 a 89. Hoje será definida a outra semifinal do torneio, EUA x Rússia e Argentina x Lituânia são os confrontos das quartas. (Foto: GloboEsporte.com.br)

5 comentários:

  1. Foi importante, o Brasil fez uma bela participação, os caras jogaram com amor a camisa, algo que não acontecia há mto tempo...

    Estou orgulhoso dessa seleção...

    Vamos ver no pré-olimpico, achu q a nossa seleção se classifica pra jogar em Londres...

    É ter mais calma nos próximos jogos e n errar jogadas bobas e ver se os nosso craques vão estar apitos a jogarem como o Nenê, Varejão e o Thiago...

  1. Balanço do Mundial

    Como se pode afirmar que a seleção de basquete masculino “fracassou”? Alguém esperava que vencêssemos o Mundial, desfalcados, após décadas de desmanche administrativo e alguns meses de treinamento com o técnico novo?
    A imprensa esportiva esnoba a modalidade porque tem medo que ela seduza o público do futebol. Há também muito de complexo de vira-lata e certo despeito perante uma equipe técnica estrangeira, que desconhece panelas e nega bajulações à mídia.
    O argentino Rubén Magnano é o que de melhor poderia acontecer para o esporte nacional. Ele deve permanecer e repetir o trabalho de longo prazo que conseguiu alçar a Argentina à elite do esporte. Magnano já fez milagres no comando da seleção brasileira e conseguiu enfrentar em igualdade de condições as maiores potências mundiais. Quantas outras seleções perderão para os EUA por dois pontos ou para a Argentina por quatro pontos?
    Destaques positivos: Marcelinho Huertas (excepcional), Alex, Guilherme Giovannoni, Marcelinho Machado. A ausência de Nenê foi decisiva, pois Anderson Varejão estava abaixo de suas condições físicas e Tiago Splitter, sobrecarregado, lesionou-se. Leandrinho é craque, mas precisa superar urgentemente a dificuldade de atuar sob pressão. E a falta de reservas para rodízio ficou evidente no time.
    Essa seleção, com mais tempo de treinamento, grupo completo e algum trabalho de base, chegará rapidamente ao topo.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

  1. Acho que o Brasil tem que sair de cabeça erguida ... jogou com vontade e isso vale muito na minha opinião.

    Acredito que voltará para as Olimpíadas ... principalmente se tiver Nenê e Varejão bem fisicamente.

  1. Vejo que o mais importante foi ver o baskete brasileiro jogar de igual,para igual contra EUA e Argentina,duas potencias no momento nesse esporte,isso mostra que nossos bons tempos estão voltando,perder ou vencer faz parte do esporte, mas hove sim evolução e isso é o mais importante.
    Abs!

  1. Nossos jogadores foram bem, a comissão fez um bom trabalho e atuamos em alto nível, como há muito tempo não atuávamos. Faltoou um pouco de rodagem ao meu ver, que vem com a sequência de jogos, mas importante ver novamente nosso basquete jogando grandes jogos contra grandes adversários.

    Abraço e sds vascaínas!